14 de janeiro de 2018 às 02:00

Realidade virtual ajuda cliente a fazer compras em varejista em SP

É difícil imaginar qual cor de armário e tipo de geladeira ficarão melhor em uma cozinha nova. Por isso simular o ambiente com ajuda da tecnologia pode fazer a pessoa decidir ?e comprar? mais rápido. Ao menos essa é a aposta da Via Varejo, que inaugurou n

É difícil imaginar qual cor de armário e tipo de geladeira ficarão melhor em uma cozinha nova. Por isso simular o ambiente com ajuda da tecnologia pode fazer a pessoa decidir —e comprar— mais rápido. Ao menos essa é a aposta da Via Varejo, que inaugurou na quinta (11) uma loja Ponto Frio, em São Paulo, com realidade virtual instalada, a primeira do tipo no país.

Com o recurso, os clientes podem abrir gavetas, alterar cores e testar vários materiais de acabamento dos móveis de uma sala, por exemplo, de acordo com a disponibilidade dos itens no catálogo. Até o fim de fevereiro, outros 25 endereços da marca devem receber a novidade.

Localizado no shopping Vila Olímpia, região nobre da capital paulista, o ponto é menor do que os convencionais da marca e conta com outras inovações. Logo na entrada, duas vitrines virtuais de 2,30 metros mostram produtos em tamanho real. Prateleiras digitais e interativas dividem espaço com outras reais, e descrições de celulares incluem avaliações de outros consumidores.

A loja traz também novas formas de gerenciar as vendas. Nove câmeras espalhadas pelo ambiente filmam as expressões das pessoas ao entrar e sair da loja.
As imagens são "analisadas" por algoritmos que calculam o nível médio de satisfação das pessoas de hora em hora, item que interfere na comissão dos vendedores, de idade entre 26 e 35 anos.

Há ainda um sistema que mede o fluxo de clientes e os locais por quais eles mais circulam na loja, o que ajuda a descobrir os produtos que chamam mais a atenção.

ESTOQUE MENOR

Do início ao fim da venda, um único funcionário é responsável por fechar o negócio, na rede on-line ou na física. Iniciativas que, estima a empresa, exigem estoque 30% menor, com vendas mais rápidas na mesma proporção.

Todas as informações colhidas ali, inclusive os dados dos clientes coletados quando eles acessam wi-fi, são enviadas em tempo real para 30 funcionários da Via Varejo, responsáveis pela estratégia de vendas da companhia, na sede da empresa.

"De lá, eles alteram os itens expostos nas vitrines virtuais, mudam preços de acordo com a concorrência e definem quais produtos são mais adequados para aquele ponto", afirma Marcelo Nogueira, diretor de modelo de vendas da Via Varejo, dona do Ponto Frio e das Casas Bahia.

JUNTO E MISTURADO

Outras três novas unidades como a recém-inaugurada devem ser abertas em São Paulo e no Rio de Janeiro até o fim do ano, além das outras 70 "smarts", formato de lojas menores, com estoque e custo 30% reduzido e maior integração entre as compras de forma virtual ou real.

O plano é passar todas as 967 lojas das Casas Bahia e do Ponto Frio para o modelo até o fim de 2019.

Além da mudança nos pontos comerciais, a Via Varejo instalou recentemente "armários inteligentes" para retirada em 43 agências dos Correios de produtos comprados pelos sites.

"Nossa intenção é que os clientes possam escolher cada vez mais como querem comprar e de que forma querem receber", diz Nogueira.

Todas as iniciativas são resultado da integração da Via Varejo com a Cnova, que reunia apenas os negócios de comércio eletrônico do Grupo Pão de Açúcar. Quando anunciada, há pouco mais de um ano, as empresas previam que, juntas, teriam uma sinergia de R$ 325 milhões em 2017, valor elevado posteriormente para R$ 490 milhões.

Fonte: FOLHA

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