12 de janeiro de 2018 às 13:57

Presidente eleito acusa Eurico de 'dilapidar patrimônio' do Vasco

Os últimos capítulos da gestão de Eurico Miranda como presidente do Vasco estão sendo atribulados.

Os últimos capítulos da gestão de Eurico Miranda como presidente do Vasco estão sendo atribulados.

Candidato da oposição na última eleição do clube, Júlio Brant prestou queixa nesta sexta-feira (12) na DRCI (Delegacia de Repressão contra Crimes de Informática) contra o atual presidente.

O mandatário vascaíno é acusado de permitir que equipamentos esportivos e aparelhos de informática fossem levados da sede do clube.

No boletim de ocorrência, o candidato de oposição diz que teve "conhecimento através das redes sociais" que foram "subtraídos computadores, aparelho de musculação e até mesmo vestuário" das dependências de São Januário. Segundo a denúncia, funcionários "estariam negociando sua venda a terceiros".

Eurico Miranda nega todas as acusações. O cartola disse que vai apresentar uma queixa-crime contra o adversário.

Em entrevista coletiva, Brant disse ainda que Miranda está negociando jogadores com outros clubes em prejuízo à equipe carioca.

"Faz parte da intenção deles [grupo de Miranda] criar o caos. Querem criar um hiato de poder. Estamos a dez dias da estreia da Libertadores. Esse é o nível. Não tem choro ou 'mimimi'. É inegável e ninguém aqui é idiota, que eles estão criando é caos. A intenção é fechar as portas para a gente", disse Brant, que pretende assumir o poder na segunda quinzena de janeiro.

Julio Brant e Eurico Miranda disputam na Justiça o direito de comandar o Vasco no próximo mandato.

Em dezembro, o Tribunal de Justiça do Rio invalidou os votos da urna 7. Em novembro, Miranda havia ganhado o pleito, mas o resultado da urna ficou sub judice, com 691 sócios sob suspeitas de irregularidades. No dia do pleito, 475 votaram na urna, 90% deles em Eurico, o que ajudou o atual presidente a vencer no somatório total.

Com a decisão da Justiça, Brant poderá indicar 120 conselheiros (a maioria dos integrantes) ao Conselho Deliberativo e ser eleito pelo órgão para o triênio 2018-2020.

"Essa coletiva de hoje aconteceu em função da emergência da dilapidação do patrimônio do clube. Em razão disso, nós nos sentimos na obrigação de dar uma satisfação ao torcedor do clube. Estou aqui hoje para destronar o atual presidente e iniciar o meu mandato", disse Brant, acrescentando que dava a entrevista como mandatário do clube cruz-maltino.

Nesta manhã, policiais foram a São Januário inspecionar as instalações do clube. Desde a tarde de quinta-feira (11), a empresa de energia do Rio havia cortado a luz do local. A iluminação só foi restabelecida na tarde de sexta.

FAKE NEWS

Em entrevista no início da noite de sexta, Miranda negou as acusações de Brant.

"Quem é ele para ser o presidente do Vasco? Pode até querer ser, mas ainda vai ser intitulado. Primeiro que o presidente do Vasco não morreu. Está aqui. Sou eu", disse o polêmico cartola.

Ele chamou o adversário diversas vezes de "fake news". "Primeira coisa... Antes de começar, vocês agora vão falar com o presidente do Vasco. Vocês andaram falando com um irresponsável que se disse presidente", afirmou Eurico Miranda.

"Nada disso aconteceu. O material está todo lá. Vamos divulgar um vídeo mostrando tudo. A postura desse 'fake news' é inadmissível", disse o presidente do clube.

Miranda afirmou que fará uma queixa-crime contra Brant. "O material do Caprres [centro de recuperação de atletas] foi levado para o CT para que pudesse ser utilizado na preparação do time. Tem que prender quem faz isso indevidamente [acusações]. O material está todo lá", completou Miranda.

O atual presidente do Vasco negou também que esteja negociando os jogadores do clube com outras equipes para prejudicar a agremiação, como Brant havia afirmado.

"Estamos negociando para que tenhamos recursos. Essa é a razão principal. Sempre foi ideia nossa. Sendo interessante para o Vasco, nós fazemos. Não tem nenhum problema", disse Miranda.

"Preciso de verba para honrar os compromissos. Futebol é assim. Tivemos problemas financeiros no segundo semestre de 2017 e precisamos fazer isso", completou.

Fonte: FOLHA

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