11 de dezembro de 2017 às 10:03

Marcelo Katsuki: As melhores linguiças do mundo ficam ao lado de casa

Quando meu amigo Paulo resolveu marcar um petit comité no meio da semana, sugeri fazermos pão com linguiça. Não era um jantar, mas uma desculpa para encher a cara no final do ano e pensei na praticidade. Mas tinha de ser "a" linguiça. As da Real Bragança

Quando meu amigo Paulo resolveu marcar um petit comité no meio da semana, sugeri fazermos pão com linguiça. Não era um jantar, mas uma desculpa para encher a cara no final do ano e pensei na praticidade. Mas tinha de ser “a” linguiça. As da Real Bragança são as minhas favoritas mas não daria tempo de encomendar, então googuei: “melhor linguiça de SP”. Dos 10 primeiros resultados, oito apontavam para o Gijo, na Vila Mariana! Gente, pertinho de casa e eu não conhecia!

Fui pesquisar: a lojinha do Gijo existe desde o final da década de 40 na Vila Mariana. Seu dono, Luiz Trozzi, o Gigio (falecido no ano passado), herdou o negócio do pai. Ali são comercializados 21 tipos de linguiças artesanais, com diversas receitas, além de antepastos e pães. Um paraíso!

Há desde uma trivial calabresa até a Romana, elaborada com azeitonas gregas, alcaparras, nozes, uva passa e tempero suave. Sobre o balcão refrigerado repousam as linguiças curadas, também com receitas variadas.

A loja tem decoração pitoresca, olha a foto do Gijo ali sobre a pia. Minha decepção foi que pensei que haveria linguiça frita (não sei de onde tirei essa ideia) e fui sem almoçar, hahaha. Imagina sentar no banco e comer um sanduba de calabresa? Seria a glória.

Comprei três tipos: a Fiorentina (com queijo Faixa Azul e vinho branco), Marguerita (com muçarela de búfala e tomate seco) e a Romana, já descrita acima, todas na faixa de 50 reais o quilo. Mas chegando na hora do regabofe, percebi que não sabemos fazer churrasco, rs. Paulo até começou a picar um gomo, quando dei um grito: “vai escorrer o queijo!” Já tava feito.

No fim, demos uma breve aquecida nos pães semi-italianos (comprados na Nova Charmosa de Perdizes, são perfeitos para esse tipo de sanduba), cortamos e acomodamos as linguiças.

O resultado? Divino! A maionese caseira com toque de alho foi obra da minha mãe. E o vinagrete de tomate, da diarista do Paulo, que disse ser “impossível comer esse tipo de coisa sem vinagrete”. Sabe das coisas! Minha favorita foi a Fiorentina, com tempero mais suave e discreto toque de vinho, sensacional! Mas quero fazer um repeteco da Romana em casa, seguindo a receita do Gijo: gotas de laranja azeda e conhaque na finalização, na panela mesmo.

Olha lá o banco onde eu sonhei que comeria uma linguicinha frita, rs.

Em tempo: eu ia publicar esse post na semana passada mas resolvi adiar porque hoje faz um ano que o Gijo se foi. Tá lá no obituário da Folha de dezembro do ano passado –onde se percebe que o homem era uma figura. Fica aqui essa simples mas justa homenagem ao “rei da linguiça”. Hoje a casa é administrada pelos filhos e segue uma beleza, como vocês podem observar nessa foto.

Fonte: FOLHA

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