13 de janeiro de 2026 Ã s 01:43
Familia afirma que brasileira detida na Coreia do Sul por perseguir Jung Kook tem transtorno mental
Parentes afirmam que jovem estava sem medicação em Seul e tentam trazê-la de volta ao paÃs

A famÃlia de uma brasileira de 30 anos detida na Coreia do Sul após perseguir Jung Kook, integrante do BTS, afirma que ela tem transtorno mental.
Os parentes agora tentam trazê-la de volta ao Brasil o mais rápido possÃvel. Eles dizem que a jovem estaria sem medicação apropriada e consideram a situação uma urgência.
De acordo com o jornal The Korea Times, a polÃcia de Yongsan, em Seul, informou que ela foi detida em 4 de janeiro, suspeita de violar a lei contra perseguição, depois de ir até a residência do cantor no mesmo distrito.
Segundo a corporação, a mulher "causou perturbação em frente à casa, inclusive jogando correspondências".
Ainda conforme o jornal, ela teria aparecido no local ao menos duas vezes em dezembro, e a detenção ocorreu após a famÃlia de Jung Kook solicitar uma ordem de restrição. A brasileira já foi liberada.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e passou a ser acompanhado com apreensão pelos familiares, que disseram ao portal g1 que descobriram a viagem da jovem para Seul, realizada em novembro, por publicações na internet.
Uma parente relatou que ela é da ParaÃba, mas vivia em São Paulo havia pelo menos dois anos, e que a famÃlia entende que o quadro se agravou por ela acreditar que o cantor seria "o grande amor da vida".
"Ela saiu da ParaÃba e foi para São Paulo trabalhar há algum tempo. Tentei ajudá-la a continuar o tratamento psicológico que fazia na cidade dela, mas ela não aceitou. Descobrimos que ela estava na Coreia do Sul pelas redes sociais, o que foi um grande susto. Ela conseguiu guardar um dinheiro depois de pedir ajuda à mãe e foi sozinha. Estamos extremamente preocupados, porque a situação está piorando", relatou.
"A gente não teve Natal, Ano Novo, nada. Ficamos o tempo todo pensando nela, sozinha e sem a medicação necessária. Quando soubemos da averiguação da polÃcia por causa do cantor, que ela diz ser o grande amor, ficamos realmente muito preocupados. Foram três vezes que ela foi detida", disse.
"Se o governo deportar ela para cá, será bem melhor, porque poderemos levá-la para a casa da mãe. Do jeito que está, pode acontecer algo pior", afirmou.
Outra familiar contou que a jovem já teria apresentado um surto semelhante em 2021 e que, na época, foi encaminhada a um psiquiatra, quando recebeu diagnóstico de transtorno.
"Foi algo fora do normal. Ela foi levada ao psiquiatra e o médico diagnosticou transtorno. Ela conversa com a mãe todos os dias, que pede para ela voltar, mas ela diz que não vem", contou.
A especialista em direito internacional Paloma Lopes Ventura, que atende a famÃlia, afirmou ao g1 que vê o caso como uma emergência de saúde e não apenas um episódio criminal.
"Os vÃdeos dela deixam bem claro que ela está fora de si e que precisa de ajuda médica. Não adianta tratá-la apenas como uma criminosa, mas como uma pessoa que está passando por uma urgência clÃnica", afirmou.
"A famÃlia estava sabendo da situação, mas não entendia absolutamente nada do que fazer a partir dali. Mesmo assim, a vontade sempre foi trazê-la de volta", disse.
"A famÃlia está muito preocupada porque ela tem transtornos mentais graves e não está tomando a medicação", afirmou.
"Mesmo sendo uma situação de emergência, o consulado não está lidando como se fosse uma situação de emergência. Isso é completamente inviável. Ela não vai dar consentimento se está sob uma crise fortÃssima do transtorno mental que tem".
"Porque por livre convencimento isso não será possÃvel. A gente iria tentar uma repatriação, mas é inviável porque a repatriação não tem essa finalidade. Somente a mãe consegue algum contato, o que torna impossÃvel qualquer tentativa de convencimento", esclareceu a especialista.
"O psiquiatra dela irá elaborar um laudo médico para que possamos enviar às autoridades coreanas e ao governo, para que seja aberta uma investigação e, posteriormente, aprovada a deportação", explicou.
"A deportação só pode ser aprovada pelo próprio governo coreano", concluiu.
"Ela (brasileira) está sob uma crise de um transtorno mental grave. A mãe, inclusive, começou a passar mal com todas as notÃcias que chegaram e também ao saber que a filha dela, que não tem controle das próprias emoções, está recebendo inúmeras ameaças de morte. As pessoas, fãs de BTS, precisam saber não estamos lidando com uma criminosa, estamos lidando com uma pessoa que precisa de apoio médico com extrema urgência".
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou, por meio da Embaixada do Brasil em Seul, que acompanha a situação, mantém contato com a famÃlia e oferece a assistência consular prevista.
Os parentes agora tentam trazê-la de volta ao Brasil o mais rápido possÃvel. Eles dizem que a jovem estaria sem medicação apropriada e consideram a situação uma urgência.
De acordo com o jornal The Korea Times, a polÃcia de Yongsan, em Seul, informou que ela foi detida em 4 de janeiro, suspeita de violar a lei contra perseguição, depois de ir até a residência do cantor no mesmo distrito.
Segundo a corporação, a mulher "causou perturbação em frente à casa, inclusive jogando correspondências".
Ainda conforme o jornal, ela teria aparecido no local ao menos duas vezes em dezembro, e a detenção ocorreu após a famÃlia de Jung Kook solicitar uma ordem de restrição. A brasileira já foi liberada.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e passou a ser acompanhado com apreensão pelos familiares, que disseram ao portal g1 que descobriram a viagem da jovem para Seul, realizada em novembro, por publicações na internet.
Uma parente relatou que ela é da ParaÃba, mas vivia em São Paulo havia pelo menos dois anos, e que a famÃlia entende que o quadro se agravou por ela acreditar que o cantor seria "o grande amor da vida".
"Ela saiu da ParaÃba e foi para São Paulo trabalhar há algum tempo. Tentei ajudá-la a continuar o tratamento psicológico que fazia na cidade dela, mas ela não aceitou. Descobrimos que ela estava na Coreia do Sul pelas redes sociais, o que foi um grande susto. Ela conseguiu guardar um dinheiro depois de pedir ajuda à mãe e foi sozinha. Estamos extremamente preocupados, porque a situação está piorando", relatou.
"A gente não teve Natal, Ano Novo, nada. Ficamos o tempo todo pensando nela, sozinha e sem a medicação necessária. Quando soubemos da averiguação da polÃcia por causa do cantor, que ela diz ser o grande amor, ficamos realmente muito preocupados. Foram três vezes que ela foi detida", disse.
"Se o governo deportar ela para cá, será bem melhor, porque poderemos levá-la para a casa da mãe. Do jeito que está, pode acontecer algo pior", afirmou.
Outra familiar contou que a jovem já teria apresentado um surto semelhante em 2021 e que, na época, foi encaminhada a um psiquiatra, quando recebeu diagnóstico de transtorno.
"Foi algo fora do normal. Ela foi levada ao psiquiatra e o médico diagnosticou transtorno. Ela conversa com a mãe todos os dias, que pede para ela voltar, mas ela diz que não vem", contou.
A especialista em direito internacional Paloma Lopes Ventura, que atende a famÃlia, afirmou ao g1 que vê o caso como uma emergência de saúde e não apenas um episódio criminal.
"Os vÃdeos dela deixam bem claro que ela está fora de si e que precisa de ajuda médica. Não adianta tratá-la apenas como uma criminosa, mas como uma pessoa que está passando por uma urgência clÃnica", afirmou.
"A famÃlia estava sabendo da situação, mas não entendia absolutamente nada do que fazer a partir dali. Mesmo assim, a vontade sempre foi trazê-la de volta", disse.
"A famÃlia está muito preocupada porque ela tem transtornos mentais graves e não está tomando a medicação", afirmou.
"Mesmo sendo uma situação de emergência, o consulado não está lidando como se fosse uma situação de emergência. Isso é completamente inviável. Ela não vai dar consentimento se está sob uma crise fortÃssima do transtorno mental que tem".
"Porque por livre convencimento isso não será possÃvel. A gente iria tentar uma repatriação, mas é inviável porque a repatriação não tem essa finalidade. Somente a mãe consegue algum contato, o que torna impossÃvel qualquer tentativa de convencimento", esclareceu a especialista.
"O psiquiatra dela irá elaborar um laudo médico para que possamos enviar às autoridades coreanas e ao governo, para que seja aberta uma investigação e, posteriormente, aprovada a deportação", explicou.
"A deportação só pode ser aprovada pelo próprio governo coreano", concluiu.
"Ela (brasileira) está sob uma crise de um transtorno mental grave. A mãe, inclusive, começou a passar mal com todas as notÃcias que chegaram e também ao saber que a filha dela, que não tem controle das próprias emoções, está recebendo inúmeras ameaças de morte. As pessoas, fãs de BTS, precisam saber não estamos lidando com uma criminosa, estamos lidando com uma pessoa que precisa de apoio médico com extrema urgência".
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou, por meio da Embaixada do Brasil em Seul, que acompanha a situação, mantém contato com a famÃlia e oferece a assistência consular prevista.
Fonte: Vagalume