28 de janeiro de 2018 às 02:00

Especialização gera maior impacto em salários de cargos mais altos

Quanto mais alto é o cargo de um profissional, maior será o impacto de uma especialização no seu salário. É o que aponta uma pesquisa feita em agosto de 2017 pelo site de anúncio de vagas Catho.

Quanto mais alto é o cargo de um profissional, maior será o impacto de uma especialização no seu salário. É o que aponta uma pesquisa feita em agosto de 2017 pelo site de anúncio de vagas Catho.

A sondagem descobriu que em cargos mais altos, como diretor e gerente, um profissional com pós ou MBA pode ganhar até 90% a mais que um sem o curso. Já na base da pirâmide, em cargos como analista, a diferença é de 44%.

A pesquisa analisou os salários de 10.152 profissionais.

A explicação pode estar no fato de os salários estarem atrelados muito mais à promoção de cargo do que unicamente à conclusão de uma pós. Ou seja, o profissional consegue pequenos aumentos após estudar, mas o salário só subirá substancialmente quando for promovido.

"Por mais que um analista se especialize, não vai conseguir ganhar tão mais, porque afinal de contas ainda está num cargo baixo", diz Fernando Gaiofatto, gerente de marketing da Catho.

Lucas Oggiam, 30, gerente da consultoria Page Personnel, concorda. "As companhias começam a dar preferência para o pós-graduado a partir do nível gerencial. Em cargos mais baixos, também não identificamos muita diferença", diz.

Ainda assim, é importante que os profissionais não parem de estudar.

"Quando um analista com pós ou MBA virar especialista ou coordenador, ele já pode ter o salário dos que têm pós no cargo seguinte", afirma Gaiofatto.

E aí sim a diferença é maior. De acordo com a pesquisa, um especialista ou consultor que fez pós-graduação ganha 85% a mais que um colega apenas com diploma universitário.

EMPREENDEDORISMO

Para quem tem seu próprio negócio e não precisa "subir" na carreira, em que medida uma pós pode ser útil?

Para o empresário Fernando Antônio Martins de Oliveira, 41, fez muita diferença. Ele atribui o sucesso de sua empresa, a rede de franquias de lavanderias Lava e Leva, que faturou R$ 45 milhões em 2017, à pós-graduação, especialmente um MBA feito nos Estados Unidos.

Oliveira queria ser professor, mas descobriu uma veia empreendedora durante os cursos de especialização.

Formado em administração na UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul) e com especialização em recursos humanos na mesma instituição, ele iniciou a carreira dando aulas na mesma universidade em que fazia mestrado (Universidade do Contestado, em Concórdia, no interior de Santa Catarina). Na época, o objetivo era se firmar no magistério.

Mas as oportunidades foram surgindo, até que, em 2011, ele abriu uma rede de escolas de cursos profissionalizantes, a Pet Cursos. O negócio prosperou e acabou virando franquia.

"Dar aulas deixou de valer a pena para mim financeiramente", conta Oliveira.

Ele então resolveu investir no lado empreendedor e fez mais uma pós, agora em gestão de processos. A Pet Cursos decolou, chegando a 130 unidades em 2008.

Quatro anos depois, Oliveira vendeu a rede de escolas, mas não parou de se especializar. Fez mais uma pós-graduação, em franquias, na Franchising College, em São Paulo. Também cursou um MBA, na mesma área, na Southeastern University, na Flórida, nos Estados Unidos.

O empresário voltou ao Brasil e, em 2014, abriu a Lava e Leva. Um ano depois, o négocio virou franquia e hoje tem 340 lojas espalhadas pelo país todo.

Oliveira é categórico ao afirmar a que se deve seu sucesso à frente da rede.

"Essa empresa é maior que a outra e hoje ganho muito mais dinheiro. Foi uma iniciativa 100% motivada pelo MBA. Lá eu descobri sobre o negócio de lavanderias, não sabia absolutamente nada disso antes", conta.

Fonte: FOLHA

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