15 de maio de 2018 às 02:00

Discreto e acumulador de títulos, Danilo agora terá chance na Copa do Mundo

Quando o Santos venceu a Libertadores em 2011 após 48 anos de jejum, Paulo Henrique Ganso foi eleito o melhor da final, contra o Peñarol (URU), no Pacaembu. Nem todos concordaram com a escolha.

Quando o Santos venceu a Libertadores em 2011 após 48 anos de jejum, Paulo Henrique Ganso foi eleito o melhor da final, contra o Peñarol (URU), no Pacaembu. Nem todos concordaram com a escolha.

“Ganso jogou muito. Mas a gente não pode esquecer do Danilo”, disse Neymar. 

Foi um elogio à eficiência do lateral que costuma ficar na sombra de astros que fazem parte de sua equipe. Pode ser ignorado pelos torcedores, mas não passa batido pelos treinadores. Sejam estes Muricy Ramalho, Zinedine Zidane, Pep Guardiola ou Tite, que o incluiu nesta segunda (14) na lista de convocados para a Copa do Mundo na Rússia.

Após a lesão e corte de Daniel Alves, a condição de titular da lateral direita da seleção brasileira está aberta. Danilo, 26, é o principal candidato, segundo o próprio Tite.

“Hoje, a vantagem é do Danilo em função de ele estar atuando muito bem. O?Fagner está em período de recuperação, mas estará em condições normais na Copa”, disse ele.

Disputar a posição não será problema para o jogador. É o que tem feito em todos os clubes que atuou. Ganhou a posição no Santos e no Porto (POR). Teve problemas no Real Madrid (ESP) e brigou com Kyle Walker na lateral direita pela preferência de Guardiola no Manchester City (ING). Terminou a temporada como titular. O treinador espanhol o elogiou pela versatilidade. 

Mais uma vez, mostrou eficiência escondida atrás do brilhantismo do belga Kevin De Bruyne, do espanhol David Silva e do argentino Sergio Aguero, os astros da companhia do City, que conquistou o Campeonato Inglês e a Copa da Liga.

Danilo demorou para se adaptar ao Real Madrid, onde passou dois anos, de 2015 a 2017. Não por causa da cidade ou do estilo de futebol. Mas pela atenção da mídia. Reclamou que cada erro que cometia em campo, mesmo que fosse pequeno, era dissecado em programas de TV nos dias seguintes. 

Isso não o impediu de viver a fase mais ganhadora da carreira. Venceu um título espanhol (2017), duas Liga dos Campeões da Europa (2016 e 2017)?e foi titular na final do ano passado, contra a Juventus (ITA). Conquistou também o Mundial de Clubes de 2016.

A partir do momento que saiu do América-MG em 2010, Danilo se acostumou a ganhar. Foram dez títulos de expressão em oito anos. 

“É importante você ter experiência em ganhar. Fui campeão por todas as equipes que passei. Para uma Copa do Mundo, isso pode ser importante”, disse o jogador, quando entrar na lista de Tite para ir à Rússia ainda era uma probabilidade. 

A capacidade de, em caso de emergência, ser utilizado também no meio-campo, é um diferencial. Foi algo que atraiu o Santos a contratá-lo em 2010. Contou com a ajuda do banco BMG, que pagou metade dos R$?2 milhões necessários para pagar a multa do contrato com o América-MG. 

Quando fez o gol pelo Santos na final da Libertadores, aliás, ele atuava como volante.

Desde então, seu valor de mercado só cresceu. O?Porto pagou 13 milhões de euros (R$?56,2 milhões em valores atuais) para comprá-lo em 2011. Quatro anos depois, o Real Madrid pagou 20 milhões de euros (R$ 86,4 milhões). No ano passado, o Manchester City contratou o jogador por 30 milhões de euros (R$ 129,5 milhões).

Por enquanto, ele está na frente de Fagner, 28, na briga pela posição na Copa, mas o lateral do Corinthians conhece bem a Tite e tem a confiança do treinador.

Fagner vai disputar sua primeira Copa do Mundo agora. É muito para quem só decidiu que queria seguir a carreira de jogador de futebol aos 17 anos de idade.

Foi no dia da estreia pelo time principal do Corinthians â?" um 4 a 0 em cima do Fortaleza â?”que fez com que Fagner tivesse a certeza de que teria o esporte como profissão.

Acabou vendido ao PSV, da Holanda, apenas sete partidas depois. Mas não vingou no futebol europeu e ainda teve apagada passagem por empréstimo pelo Vitória.

Depois teve grande passagem pelo Vasco, defendeu o alemão Wolfsburg, e depois mais uma vez o time cruzmaltino antes de voltar ao Parque São Jorge, em 2014.

Desde então, são 243 partidas com a camisa alvinegra, com sete gols e quatro títulos. Um deles, inclusive, com o técnico Tite: o Campeonato Brasileiro 2015.

Foram mais de 70 jogos com o treinador no time paulista antes de Tite assumir a seleção, em agosto de 2016. E o técnico não se esqueceu de Fagner: o lateral estava na primeira lista de convocados.

O jogador atua nos times de base do Corinthians desde os 11. Começou no futebol de salão até chegar ao campo, onde foi atacante, volante e zagueiro antes de virar lateral.

Fonte: FOLHA

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