31 de janeiro de 2018 às 02:00

Com novas regras e juros baixos, fundos devem quadruplicar aporte fora do Brasil

A soma de investimentos de fundos de previdência complementar em ativos fora do Brasil deverá ir de R$ 2,5 bilhões para R$ 10 bilhões neste ano, projeta a Abrapp (associação das entidades).

A soma de investimentos de fundos de previdência complementar em ativos fora do Brasil deverá ir de R$ 2,5 bilhões para R$ 10 bilhões neste ano, projeta a Abrapp (associação das entidades).

O Conselho Monetário Nacional publicou regras sobre o tema no dia 25 de janeiro.

Algumas restrições foram eliminadas, como a exigência de que entidades só investissem em conjunto com quatro outras e apenas em títulos com boas notas de agências de risco (essa última norma, agora, é só para renda fixa).

O limite do patrimônio que pode ser aportado fora do país continua o mesmo: 10%. Os fundos não devem se aproximar disso, segundo Lucas Nobrega, diretor da associação.

"Os 10% representam cerca deR$ 80 bilhões. Esse volume não vai para o exterior. Devemos assistir uma mudança de R$ 2,5 bilhões para R$ 10 bilhões em 2018."

A Previ, maior fundo do país, tem, hoje, menos de R$ 150 milhões alocados fora, diz o diretor de investimentos Marcos Moreira. O valor vai mudar, mas a estratégia ainda está em discussão.

"O cenário interno é de redução de juros e dificuldade de alocar em ativos de baixo risco que atinjam a nossa meta de retorno, que é de 5%."

Metade das entidades pretende aumentar o investimento em ativos estrangeiros, diz Lucas Schmidt, da Mercer, que fez pesquisa sobre o tema. "Com juros a 7%, os fundos precisam aumentar alocação fora do país."

DINHEIRO BUSCA REMUNERAÇÃO - Aplicações dos fundos fechados de previdência complementar, em %

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Hora de escoar os grãos

A cooperativa agroindustrial C.Vale planeja investir R$ 162 milhões neste ano, mesmo sem enxergar as condições de financiamento como ideais, segundo o presidente, Alfredo Lang.

Cerca de R$ 102 milhões irão para a ampliação do abatimento de porcos, de frangos e de peixes.

Os R$ 60 milhões restantes serão necessários para suprir o deficit de armazenagem de grãos. Aportes ainda maiores estão condicionados a prazos e taxas melhores para o setor, diz ele.

"Precisamos ampliar em 40% nossa estocagem devido ao remanescente da última safra", afirma.

"O produtor deixou de vender um volume próximo a 30%. Ele preferiu manter os grãos no armazém após criar uma expectativa de que soja e milho atingiriam preços mais altos."

O aumento nos estoques impactou os resultados do ano passado: a empresa previa faturar R$ 8,14 bilhões, uma melhora anual de 19,4%, mas cresceu 1,2%.

"Perdemos um ano do planejamento. Deveremos chegar a R$ 8,23 bilhões, próximo ao previsto para 2017."

R$ 6,91 BILHÕES
foi a receita da C.Vale em 2017

19,8 MIL
são os associados

9.130
são os funcionários

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Cidades recebem R$ 1,8 bi em repasses da mineração

BAIXO CRESCIMENTO - Compensação financeira por exploração de minérios

O valor da compensação paga aos municípios onde há mineração (CFEM) subiu 2,1% e chegou a R$ 1,83 bilhão em 2017. É a segunda alta seguida.

O aumento foi influenciado pela arrecadação de Parauapebas (PA), onde a Vale extrai minério de ferro. O montante recebido pela cidade cresceu 41% em 2017, e representou 22% do CFEM pago no país.

"Houve mais volume produzido na região, além da recuperação do preço internacional do ferro [de US$ 58 em 2016 a US$ 73 em 2017, na média]", diz Cíntia Rodrigues, gerente de pesquisa do Ibram (instituto de mineração).

Mariana (MG) teve, em dois anos, queda de 37% no montante recebido. Outras cidades do Estado também tiveram retração porque extraem minério de baixa concentração e em volume decrescente, segundo Rodrigues.

Com a mudança no cálculo das alíquotas dos royalties, sancionada em dezembro, estima-se que as mineradoras desembolsem contribuições maiores em 2018.

"Ainda não vimos os reais efeitos da nova regra. Há risco de judicialização por parte das mineradoras", afirma Valdir Farias, diretor-executivo da consultoria Fioito.

As 10 cidades que mais arrecadam - Em R$ mi

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Pelos ares

A TwoFlex, de táxi aéreo, vai investir cerca de R$ 20 milhões para adquirir cinco aeronaves no primeiro semestre deste ano, diz o presidente, Rui Aquino, que também já ocupou o cargo na TAM.

A maioria dos recursos será captada com o Banco do Nordeste. A empresa também importou um simulador de voo, que passará a ser utilizado nesta quarta-feira (31).

O aumento da frota será necessário para suportar uma alta nos negócios devido a parcerias com governos e companhias aéreas. O objetivo será atender cidades de pequeno porte, com demanda de até 30 passageiros por dia.

"Há 200 municípios que se encaixam nesse perfil, que hoje não são atendidos por ninguém", diz Aquino.

"As companhias aéreas vão vender as passagens, e nós vamos apenas fazer o transporte. São voos complementares. Quem primeiro se manifestou foi a Gol, e a previsão é iniciar os voos em março."

18
são as aeronaves na frota

140
são os funcionários, sendo que 64 são tripulantes

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Mais rápido A B3 lançou um serviço que divulga os dados de fechamento e referência de seus mercados em tempo real. A ferramenta, que é paga, permite também que as corretoras customizem as informações recebidas.

Conexão latina As vendas de smartphones na América Latina cresceram 6% no último trimestre, aponta a GfK. Em algumas regiões do globo, como a Europa Ocidental e os países desenvolvidos da Ásia, houve quedas de volumes.

Campo A Embracon, uma administradora de consórcios, e a Stara, indústria de máquinas agrícolas, lançaram uma operação para venda dos produtos da fabricante dos equipamentos. Elas pretendem movimentar R$ 50 milhões.

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com FELIPE GUTIERREZ, IGOR UTSUMI e IVAN MARTÍNEZ-VARGAS

Fonte: FOLHA

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