28 de janeiro de 2018 às 02:00

Área que capacita docentes é a que mais cresce no mestrado no país

Entre os anos de 2013 e 2016, a área de ensino foi a que mais ganhou alunos proporcionalmente em pós-graduações stricto sensu (mestrado e doutorado) no Brasil.

Entre os anos de 2013 e 2016, a área de ensino foi a que mais ganhou alunos proporcionalmente em pós-graduações stricto sensu (mestrado e doutorado) no Brasil.

De acordo com dados enviados à Folha pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), houve 2.807 matrículas na área em 2016, contra 1.942 três anos antes –aumento de 44,54 %.

As disciplinas oferecidas nesta área são estudos aplicados em ensino e aprendizagem, em todos os níveis de educação (fundamental, médio, superior e não formal, que é aquela feita fora das escolas, como em museus ou centros culturais).

Exemplos de cursos ministrados são ensino em ciências, ensino em matemática e ensino em saúde.

Para Tânia Cremonini de Araújo-Jorge, coordenadora da área na Capes, o crescimento nesse triênio se deve a um aumento na oferta.

"Os programas aumentaram bastante nesse período. Em 2013, tínhamos 93 cursos; em 2016, fomos a 157", diz.

Segundo a coordenadora, o corpo discente é composto quase 100% por professores buscando especialização.

"A profissão exige que você se atualize e aperfeiçoe o tempo todo. Além disso, as pessoas buscam ascensão na carreira, e mestrado e doutorado ajudam", afirma.

Especialistas também apontam os motivos citados por Tânia para o aumento dos números.

Maurício Garcia, vice-presidente de ensino acadêmico da Adtalem Educacional, enxerga a oferta como principal fator na variação das matrículas em pós-graduações stricto sensu.

"Mestrado e doutorado não seguem regras de mercado. Eles são criados a partir do interesse das instituições e da disponibilidade de pesquisadores", afirma.

Já William Klein, CEO da consultoria Hoper Educação, acredita que busca de qualificação profissional de professores é de fato um elemento que puxa as matrículas.

"Há uma preocupação dos profissionais de educação em ter titulação para impulsionar a carreira e, consequentemente, o salário", diz.

Outras áreas com aumento considerável no período foram a de ciências ambientais (44,49%) e a que engloba administração de empresas e pública, ciências contábeis e turismo (34,4%).

Na outra ponta, mestrados e doutorados em ciências biológicas 1 (que abrange genética animal e vegetal, por exemplo) são os que mais perderam alunos proporcionalmente de 2013 a 2016.

Se, em 2013, 1.355 alunos se matricularam em pós stricto sensu nesta área, em 2016 foram 1.262, queda de 6,8%.

Também perderam alunos no mesmo período medicina 1 (-5,2%), que inclui cardiologia e cancerologia, e sociologia (-5%).

Fonte: FOLHA

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