16 de maio de 2018 às 22:40

Anúncio no Facebook queria desestimular votos nos EUA, diz ex-funcionário

Pivô das revelações sobre a consultoria Cambridge Analytica, que coletou irregularmente dados de milhões de usuários do Facebook para fazer campanha política, o ex-funcionário Christopher Wylie afirmou nesta quarta (16) que um dos objetivos da companhia e

Pivô das revelações sobre a consultoria Cambridge Analytica, que coletou irregularmente dados de milhões de usuários do Facebook para fazer campanha política, o ex-funcionário Christopher Wylie afirmou nesta quarta (16) que um dos objetivos da companhia era suprimir votos durante as eleições americanas de 2016.

“Uma das coisas que me fizeram sair eram as discussões sobre ?desengajamento de eleitores? e a ideia de mirar em afro-americanos”, afirmou, durante depoimento ao Congresso dos EUA.

Quando um senador lhe perguntou se o objetivo era suprimir votos, Wylie respondeu: “No meu entendimento, sim”.

Wylie afirmou ter visto documentos a respeito, mas não deu mais detalhes sobre como isso funcionava.

A Cambridge Analytica foi contratada pela campanha de Donald Trump, sob o comando do estrategista e ícone da direita americana Steve Bannon, para coordenar a propaganda eleitoral do republicano nas redes sociais.

A empresa coletara indevidamente dados de 87 milhões de usuários do Facebook e usou as informações vazadas para direcionar propaganda política em prol de Trump e disseminar divisão nas redes.

“A guerra cultural é vista por Bannon como um meio de criar mudanças duradouras na política americana”, disse Wylie, para quem o estrategista construiu um “arsenal de armas informacionais para usar contra a população americana”.

Wylie, 28, é canadense e supervisionava os esforços de coleta de dados da Cambridge Analytica. Ele revelou as estratégias da empresa numa entrevista ao jornal britânico The Observer, em março.

A Cambridge Analytica encerrou suas atividades no início do mês, negando qualquer tipo de irregularidade.

A empresa é investigada por autoridades britânicas e americanas e também foi suspensa pelo Facebook, duramente criticado por permitir o vazamento dos dados de seus usuários.
 

Fonte: FOLHA

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